terça-feira, 8 de novembro de 2011


Numa pequena aldeia, havia dois jovens. Ambos não sabiam o que haviam de fazer com as suas vidas. Conheceram-se, falavam através de cartas. Eles estavam a ganhar interesse um pelo outro, pensei eu. Numa certa noite, ele pediu-lhe para ir ter com ele, ela, teve receio, mas foi. Sentaram-se ao luar a conversar. Ao ir embora, quando ela virou costas, ele chamou-a e ela voltou para trás para ver o que ele queria, ele não disse nada, apenas a beijou. Ao ir-se embora, ela ia a pensar se seria aquele o seu rapaz. No dia seguinte, pela manhã, ele deixou-lhe um bilhete á porta de sua casa, no bilhete dizia que ele a esperava em casa dele. Ela teve para não ir, mas foi, sem saber o que se podia passar. Quando lá chegou, ele voltou a beija-la, levou-a para o quarto dele e tratou-a como uma princesa. Naquele momento, ele começou a tirar-lhe a roupa, ela receou, mas deixou-se levar. Era a primeira vez dela, ela estava nervosa e não tinha a certeza se era quilo que queria, mas arriscou e quando deu por si estava amarrada ao rapaz, entrelaçada apenas no lençol. Viveram momentos únicos, momentos especiais. Quando se veio embora, ela não se arrependia do que tinha feito, depois começou a ganhar um pouco de arrependimento, pois aquele rapaz com quem ela tinha vivido aqueles momentos naquela bela manhã, não lhe dera noticias durante dias e dias. Um dia, quando ela já se habituara a viver com a sua ausência, ele escreveu-lhe uma carta, que dizia “meu amor, desculpa não te ter dado notícias durante este tempo todo, mas estou longe, sem saber o que fazer. Eu gosto muito de ti e relembro todos os dias o que aconteceu naquela manhã. Eu tenho imensas saudades tuas. Prometo voltar em breve e espero que estejas á minha espera. Desculpa se te magoei ou se te fiz sofrer e se te magoei, mas estou com uns problemas e não consegui escrever-te antes. Até breve. Com muito carinho, do teu rapaz que te deseja cada dia mais”. Após estas palavras, a rapariga começou a chorar, pois nunca pensou que ele e fosse escrever. Passadas duas semanas, ele regressou. Apareceu em casa dela e abraçou-a com toda a força do mundo, as lágrimas escorriam pelo rosto da rapariga, pois, durante a ausência daquele rapaz, ela entregou o seu coração a outro rapaz. Quando ele soube, desatou a chorar, dissera que ela lhe tinha desfeito o coração. Aí, ela percebeu que não nos devemos precipitar nas nossas escolhas. É verdade que ela era feliz com o outro rapaz, mas ele marcou-a, pois tinhas sido o “primeiro” dela e isso marca sempre. O outro rapaz quando descobriu toda a verdade, pensou que ela o tinha usado e deixou-a e ainda hoje ela se arrepende da maneira como fez as coisas, mas sabe bem que o outro rapaz era bem melhor para ela. Ela perdeu tudo que tinha, mas o amor que ela sentia pelo outro rapaz mantêm-se, aumentando de dia para dia, e o do outro rapaz, nunca mais houvera receber notícias dele.

catarina.

Sem comentários:

Enviar um comentário